08/05/2026 18:42 (UTC)
Pequim, 8 mai (EFE).– O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) classificou recentemente a China como o segundo maior mercado turístico do mundo e prevê que o país poderá desafiar os EUA pela liderança econômica global no setor até 2030, embora grande parte desse peso venha de seu enorme mercado interno.Conhecida pelo envio de turistas ao exterior, a China busca agora atrair mais visitantes internacionais. O WTTC, que reúne as principais empresas privadas do setor, prevê que sua contribuição para a economia crescerá fortemente, num contexto em que as viagens internacionais já ultrapassaram os níveis pré-pandemia.O desenvolvimento do turismo na China se ampara em um mercado interno de escala praticamente incomparável: em 2025, o turismo doméstico totalizou 6,5 bilhões de viagens, um aumento de 16% em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério da Cultura e Turismo.No início de maio de 2026, as autoridades projetaram 1,52 bilhão de viagens durante apenas cinco dias de férias, refletindo a forte demanda interna que sustenta o setor.O presidente do Instituto de Pesquisa Turística da China, Dai Bin, disse à imprensa local que a frequência de viagens dos chineses já gira em torno de uma viagem por trimestre, ainda abaixo das 10 ou 12 vezes por ano dos países desenvolvidos, e prevê que poderá chegar a sete viagens por ano quando a China atingir o nível de país desenvolvido de renda média.Após quase três anos de confinamento quase total devido à política de "covid zero", a China passou de quarentenas obrigatórias, escassez de voos internacionais e dificuldades no processamento de vistos para uma estratégia ativa de recuperação do número de visitantes estrangeiros.Desde o final de 2023, Pequim tem expandido gradualmente as isenções de visto, aumentando a permanência sem autorização de 15 para 30 dias para cidadãos de diversos países, além de abrir o trânsito sem visto e criar regras específicas para cruzeiros.A mudança foi acompanhada por medidas para facilitar os pagamentos móveis, melhorar os serviços nos aeroportos e tornar o alojamento para estrangeiros mais flexível, numa tentativa de corrigir alguns dos obstáculos que deixavam a China de fora de muitos itinerários internacionais.Em 2025, a China registrou 154,5 milhões de chegadas de visitantes internacionais, um aumento de 17,1% em relação ao ano anterior, que se deve em parte ao efeito comparativo decorrente da normalização gradual das conexões aéreas após a pandemia.IMAGENS: CFTV, NÃO APROPRIADAS PARA USO DENTRO DO TERRITÓRIO CHINÊS. NÃO MONETIZAR.RECURSOS DE PEQUIM.
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